O riso e o lado oculto da sexualidade feminina

1ª edição do Festival de Arte e Sexualidade. O evento traz em destaque as questões das mulheres e aborda o tema ‘o riso e o lado oculto da sexualidade feminina’.



O Festival de Arte e Sexualidade foi realizado de 17 maio a 13 de junho de 2021. Foram ofertadas oficinas de experimentação corporal, vivências, espetáculos e um grupo de estudos de literatura erótica com escritoras, artistas e pesquisadoras do assunto. As atividades foram todas de forma online e gratuitas, direcionadas para mulheres cis, trans e pessoas com gênero fluido. E as indicações de faixa etária foram informadas em cada atividade.


O projeto foi realizado pelo Se Toque, uma iniciativa de experimentação e estudo em arte, gênero e sexualidade, coordenada pelas artistas Catarina Maruaia e Lina Mintz.


“O Festival surgiu da necessidade de criação de espaços de diálogo e reflexão para uma crítica social em relação à maneira que se apresenta a sexualidade cotidianamente. Acredito que a arte e o riso manifestado transgridem as ordens sociais e culturais estabelecidas por inverter a lógica do controle dos corpos à expressão do gozo'. Catarina Maruaia.

O eixo curatorial da primeira edição foi “O riso e o lado oculto da sexualidade feminina”, uma das fundadoras do festival, Catarina Maruaia, explica que “uma dor comum às mulheres é lidar com o corpo, prazer e com a expressão da sexualidade diante de toda repressão que sofremos desde a infância e por isso o Festival, para que as mulheres, mães mergulhem em si mesmas e tenham espaço de diálogo e reflexão a partir de uma ótica inesperada, a arte. A escolha do riso, também tem um propósito importante. O riso que muitas vezes é ferramenta de controle e castração dos nossos corpos, no Festival é usado como ferramenta de cura, transformação e empoderamento”.


Para participar das oficinas foi necessário fazer inscrição no site. As inscrições se iniciaram na sexta-feira, 30 de abril e se encerraram no dia 10 de maio de 2021.


Os espetáculos que foram exibidos na programação do festival foram construídos a partir da seleção de cenas curtas de artistas de Belo Horizonte e região metropolitana buscando explorar diversas compreensões e dimensões do riso e seus desdobramentos. Os espetáculos foram seguidos de roda de conversa com as artistas participantes, que compartilharam as questões da sexualidade e do riso que atravessam os trabalhos apresentados. A programação foi gratuita e exibida no Youtube do Se Toque.


Projeto 0677/2020, realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.


Confira um pouco da programação!


Oficinas e Vivências abertas:

Oficina Imersão de Burlesco com Aline Esha

Oficina Corpo inteiro: Voz, som, respiração e corporalidade com Jaya Devi

Oficina Movimento Pélvico - prazer e criatividade com Tamira Marinho e Cláudia Auharek

Oficina Mergulho Drag Cuir com Eli Nunes

Vivência com Felícia de Castro

Vivência Viva Pelve com Dora Selva

Grupo de Estudos - Prazer da Palavra

Participação de Eliane Robert Moraes, Leandrinha Du Art, Jackeline Romio e Fernanda Polse.




Espetáculos

Espetáculos de cenas curtas apresentado de forma digital.




Quer mais? Os espetáculos e algumas das atividades estão disponíveis na íntegra no canal do youtube!





O Se Toque

Desde 2014, o Se Toque atua na interseção da arte com a saúde, assistência social e cultura priorizando ações com a juventude que valorizam a mulher e a diversidade. As atividades ofertadas pela iniciativa visam trabalhar sexualidades, empoderamento, valorização das mulheres e o fortalecimento de vínculos por meio da experimentação de linguagens artísticas.






Sexo é um pontinho de luz na noite estrelada do cerrado.        Sexualidade é o céu inteiro.                   Sexo é um pontinho de luz na noite estrelada do cerrado.        Sexualidade é o céu inteiro.